terça-feira, 1 de maio de 2012

Um Lord sem nobreza

O Lord Hotel localizado ali no Centro Histórico, do lado do restaurante do Senac, é um caso típico de prédio bonito, com arquitetura colonial, mas mal administrado.
A primeira coisa que incomoda é que um hotel em pleno 2012, que lida com clientes vindos de todos os cantos, não aceita cartão (seja crédito ou débito). 
fachada é bonitinha, mas a área interna é ordinária. [foto extraída do Google Imagens]
Quem em sã consciência anda hoje com pacotes de dinheiro no bolso para pagar suas diárias e consumos em geral? Não custa nada comprar uma maquininha nem que seja só para débito automático. Até a quitanda de dentro do mercado das Tulhas trabalha com cartão de débito e crédito.

quem tem coragem de tomar banho nisso, gente?
A estrutura do quarto destrona logo o Lord da nobreza que um dia lhe foi atribuída. Os cômodos têm mobília velha e o frigobar enferrujado. No banheiro, o vaso, a banheira e a pia estão carcomidos pelo tempo e amarelados que dão um aspecto asqueroso ao local.
 Tudo literalmente caindo aos pedaços.

O frigobar não vem munido de água, refrigerante e outros itens que habitualmente ficam à disposição do cliente e são, obviamente, descontados quando se fecha a conta no hotel. A justificativa do recepcionista foi que "geralmente os hóspedes compram suas coisas e abastecem o frigobar".

só o que tem disponível no frigobar é tétano

Mas o que acontece se, hipoteticamente, o hóspede chegar de madrugada cansado, com sede, sem um supermercado aberto nesse horário e com a cozinha do hotel, provavelmente, fechada?
No Lord Hotel ou ele bebe água da torneira ou fica com sede até às sete da manhã!

É como se o hotel tivesse parado no tempo e vivesse uma nobreza no campo do imaginário, por que na realidade está mais para espelunca, com mofo, fungo e lodo pra todo lado. A praça com chafariz que deveria ser um dos atrativos de dentro da hospedagem, está totalmente abandonada, sendo consumida por lodo que cria com a água parada [prato cheio pro aedis, hein?].

Decoram também a pracinha plantas mortas, folhas secas espalhadas pelo chão e um balanço velho e enferrujado. O cenário todo dá a impressão de que não tem serviço de limpeza no hotel. Pior: de que ali não vive ninguém.

a área do chafariz

E, olha, que o mais barato que você pode pagar em um quarto casal ali é R$ 65,00 sem ar-condicionado.
Pra não dizer que nós só reclamamos, há um item positivo a ser apontado: o café da manhã é gostoso, bem farto e diversificado. Apesar de o espaço do café sofrer também com paredes mofadas e marcadas pela umidade, e contar com uma decoração que deixa a desejar pelo excesso de figuras religiosas.
o tal balanço



Acredito que em hotéis, bares e locais de trânsito com fluxo de pessoas com valores, costumes e religiões diversas, ou mesmo sem religião alguma, a religiosidade do proprietário deveria ser guardada para ele e não se manisfestar a cada cômodo, como se fosse uma tentativa de doutrinar os clientes. A menos que fique claro, de algum modo, que aquele espaço é um local com base religiosa, para que os hóspedes não se assustem com uma imagem gigante de santa dando 'bom dia' bem na entrada do quarto.




6 comentários:

  1. que horror!
    valeu a dica, nunca que eu me hospedo num lugar desses.

    prefiro pagar um pouco mais caro.

    e parabéns pelo blog
    ^^

    Mari Cardoso

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  2. Obrigado, Mari! Tentamos aqui traçar um perfil realista de nossa cidade. Evitar enganos e também citar lugares legais da cidade.
    Beijos.

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  3. Na boa, Samir! Leva a minha muié pra coisa boa, hunfz xD

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  4. Se não fosse o viés cômico do autor confesso que não teria a menor graça!!! Estou me acabando de rir desta lamentável constatação. Espero que os responsáveis busquem melhoria na prestação dos seus serviços. Valeu, Samir! Valeu pelas dicas! Quando for me hospedar...fica a dica: "onde não ir!"

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  5. A gente ri pra não chorar da situação degradante de um prédio tão bonito.
    Podia ser um dos mais requisitados ali no Centro Histórico já que é enorme, mas mal administrado como bem dissemos no texto.

    valeu a visita, galera!

    continuem de olho na palhoça!

    beijos

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  6. bom, mas uma prova de que temos muito a aprender a valorizar nosso passado, nossos costumes e nossa arquitetura para assim entendermos nosso presente e tentarmos melhorar nosso futuro! este casarao daria um grande atrativo para nossa cidade e muito resultado para o turismo. mas...

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